Na estante: A Menina que Roubava Livros

Com o lançamento do filme de A Menina que Roubava Livros pensei que poderia escrever algo, então me lembrei que há três anos eu tive minha experiência magnífica com essa história e escrevi uma pequena "resenha" contando um pouco sobre o livro. Resolvi republicá-la para incentivar quem ainda não leu , que tome coragem e leia antes do filme, porque vocês não vão se arrepender. Eu ainda não o reli, mas o farei em breve; estou empolgada para revisitar uma das minha histórias preferidas. :)
Então, vamos falar sobre o livro.

A narradora dessa história é uma criatura incomum e ao mesmo tempo que faz parte da vida, ou do final dela. Justamente por a narradora da história ser alguém que não conta histórias frequentemente é que o livro se torna interessante e poético. Porque em sua maneira de descrever os fatos de como tudo foi acontecendo, percebemos como não devemos sentir medo do final do qual somos destinados, e que assim mesmo tememos tanto.

Logo no início somos apresentados a essa contadora e o que ela viu em um dia de inverno na Alemanha nazista, em 1939. Ela viu uma um menino morto, uma menina e um livro. E assim começou a contar sobre Liesel Meminger, e em como a roubadora de livros lhe escapou das mãos três vezes, e o quanto isso fez com que ela, a Morte, se admirasse pela tamanha sorte da menina, ou quem sabe, esperteza dela.

Com plano de fundo a época do nazismo, pode-se esperar que o "Führer" seja mencionado em algumas páginas, fazendo com que a atmosfera da história, que em certos pontos é engraçada e algumas vezes alegre, se torne mais obscura e sofrida, mas sem deixar de prender pelo interesse à cada frase escrita.

No livro não é só a história de Liesel que nos é contada, e sim de vários personagens que possuem sua significativa importância para o desenvolvimento da história e até mesmo da personalidade de Liesel. Vamos notando como cada amigo, cada pessoa que passa - mesmo que brevemente - pela vida da roubadora, muda algo nela como um aprendizado. Muito mais importante do que as aulas que ela frequenta na BDM.

Em meio a tantos personagens e acontecimentos importantes dessa época, Liesel nutre sua paixão por livros e o desejo de possuí-los, mesmo que para isso ela tenha que roubá-los. E assim torna-se oficialmente a roubadora que dá título a esse espetacular livro. E o modo como ela adquire essa paixão é tão encantador e difícil que parece que vale mesmo a pena se entregar a algo, no caso,  a paixão por cada página e detalhe dos livros e, claro, pela leitura.

Os elementos da história se entrelaçam em acontecimentos muitas vezes simples à nossa ótica, porém, é essa simplicidade em meio ao ambiente pesado e frio que torna a história, contada pela nossa amiga fúnebre, uma das mais interessantes e especias que já li.

Avaliação: ★★★★★ ♥



Bons Sonhos

5 comentários

  1. [...] 1. O Mágico de Oz – Lyman Frank Baum 2. Édipo: O complexo do qual nenhuma criança escapa – J. D Nasio 3. O Guia do Mochileiro das Galáxias- Douglas Adams 4. Os Contos de Beedle, O Bardo – J. K Rowling 5. Orgulho e Preconceito – Jane Austen 6. O Pequeno Príncipe – Antoine de Saint- Exupéry 7. O Restaurante no Fim do Universo – Douglas Adams 8. A Menina que Roubava Livros – Markus Zusak [...]

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  2. Amo com toda a minha alma essa obra. Foi uma das poucas literaturas de entretenimento que realmente fizeram sentido em minha vida, que foram além do óbvio e caminhou nas entrelinhas. E o trailer do filme é tudo que eu imaginava dele. Imagine o tamanho da minha ansiedade!
    Abraços.

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  3. Tô super ansiosa pelo filme também, e mesmo que eu não curta muito reler livros, estou super considerando de fazer isso. A história é linda demais. <3


    Beijos

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  4. Um dos meus livros favoritos! A história é linda, maravilhosa, encantadora... Eu vi o trailer do filme e meus olhos encheram de lágrimas, rs. Estou muito ansiosa pra assistir!
    Beijo.

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Obrigada pelo comentário \o/
Responderei assim que for possível ;)