Retrospectiva literária 2016

Humildemente volto a esse bloguinho já me desculpando por eventuais ~vacilos~. Como vocês puderam notar meu Blogmas foi um fracassinho. É, não consegui postar praticamente nada dos posts que tinha programado. Também não vou inventar mil desculpas - até porque não me sinto culpada por não conseguir postar -; já percebi que fim de ano pra mim é um momento em que tenho que me afastar da internet, principalmente do canal e do blog. Pois eu faço isso meio inconscientemente mesmo, então vamos admitir e tomar isso pra si. Nos próximos anos quando fizer o último vídeo/post já aviso que será o último, assim dói menos, hehe. 

Bom, dando início ao real assunto do post, Retrospectiva Literária de 2016! Como tradição, sempre faço, sempre em post, não poderia falhar esse ano, não é mesmo?
2016 não foi um ano tão movimentado de leituras. E não digo "não foi bom" porque FOI bom, só não foi cheio de leituras, mas do pouco que li praticamente tudo valeu muito a pena ser lido e isso em si já é recompensador. ;)
Não farei a Tag da Tary esse ano por justamente não ter lido tanto para reunir tantas características e poder responder os tópicos. Contudo, para a felicidade de muitos (e a minha também) farei um Top 5 melhores leituras, então já tem certo ~pano pra manga~.


Janeiro: 
Chobits ESP. #8 (CLAMP)
Orange #3 (Ichigo Takano)

Fevereiro:
Ao Mesmo Tempo (Susan Sontag)
Sailor Moon Short Stories #1 (Naoko Takeuchi)
EBDTP - No Caminho de Swann (Marcel Proust)
Hibisco Roxo (Chimamanda Ngozi Adichie)
Orange #4 (Ichigo Takano)
Sailor Moon Short Stories #2 (Naoko Takeuchi)

Março:
O outro cão que guarda as estrelas (Takashi Murakami)
Orange #5 (Ichigo Takano)

Abril:
All You Need Is Kill #1 (Hiroshi Sakurazaka)
All You Need Is Kill #2 (Hiroshi Sakurazaka)
Coração de Tinta (Cornelia Funke)

Outubro: 
Misery (Stephen King)

Novembro:
A Elegância do Ouriço (Muriel Barbery)
Olhos de Cão Azul (Gabriel García Márquez)
Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda (Howard Pyle)

Dezembro:
Shunkaden (CLAMP)
A Filha Perdida (Elena Ferrante)
Paris É Uma Festa (Ernest Hemingway)

Como dá pra notar, fiquei aí bons 5 meses sem terminar, sem pegar nada pra ler. Porém não me arrependo, não. Nesse tempo fiz maratonas de séries e filmes, que foram ótimos.
Separando para ser mais específica: li ao todo 10 livros e 10 mangás. Sim só li mangás em 2016, por algum motivo que não sei explicar.
Já li menos que isso uns anos atrás, então não foi a tragédia que muitos vão pensar que foi, pois como disse, pra mim foram muito boas leituras.


Temos alguns vídeos no canal comentando sobre as leituras lááá do começo do ano, contudo, logo que voltei pro canal fiz esse vídeo aqui falando dos livros que li nos últimos tempos e o que estava lendo na época (que não mudou muita coisa, pois não terminei, até o fim do ano, de ler o que estava lendo...).
Acabei que nem comentei sobre os mangás, porque... Bem, não sei o motivo de não ter comentado. Esquecimento, talvez (?). Mas o farei, aqui e agora. 😛

os mangás

Comecei o ano de 2016 terminando (soou estranho, mas ok, haha) Chobits, em seu 8º volume. Quando o mangá foi publicado pela primeira vez, eu adquiri. Mas por algum delírio da minha cabeça eu os vendi para uma amiga. Quando soube que a JBC iria relançar, tive que comprar de novo, né? Foi uma releitura muito gostosa de fazer e a história continuou tão boa quanto. Na verdade eu até percebi pontos importantes que não havia notado antes, porque era mais nova e tal, então foi realmente muito legal revisitar esse mangá.

O outro cão que guarda as estrelas foi lido em Março e é, de certo modo, a continuação do O cão que guarda as estrelas, do qual já havia gostado muito. Eu acho que esse segundo foi um pouco mais emocionante porque as desventuras dos personagens foram, ao meu ver, mais sofridas do que no primeiro. Então eu chorei. Dificilmente choro com livros ou hqs/mangás, mas com esse não teve muito jeito, era bem tristinho. Porém uma fofura só. Pra quem gosta de história com bichinhos inteligentes e sentimentais, um prato cheio.

Fevereiro, finalmente, terminei a saga da Sailor Moon com os dois últimos volumes: Short Stories #1 e #2. Foram historinhas avulsas, que podem ter alguma importância para o desenvolvimento da história principal, mas não se perde nada se não se ler esses volumes.
Além disso, são histórias aleatórias, acontecimentos entre os principais que aconteceram no mangá original. Como um avulso, serviu bem, mas ainda prefiro a prequela da Sailor V, que foi mais divertida e que explicava melhor como Minako combatia o crime no Japão, antes de conhecer a Usagui (Sailor Moon) e as outras meninas.

All You Need Is Kill é o mangá que serviu de inspiração para o filme Edge of Tomorrow (acho que em português é No Limite do Amanhã) com Tom Cruise e Emily Blunt. É um mangá de ficção científica que tem um tema batido: a repetição do dia de uma pessoa e como ela vai notando que o dia repete incessantemente, mas que foi abordado de maneira interessante. Eu gostei de ter lido algo diferente do que eu leio normalmente - que é shoujo, maho shoujo -, então foi uma experiência legal, mas é bem incomum eu amar esse tipo de história. Bom que essa história é dividida em apenas dois volumes, não é cansativo e nem caro, hehe.

Quando eu fui pra São Paulo em novembro trouxe de lá Shunkaden, do CLAMP. Acho que todos devem saber que eu sou super fã dessas moças e minhas histórias de mangás preferidas são delas. Pois quando vi que havia um novo mangá, em volume único, do grupo não pensei duas vezes em comprar. Mas infelizmente a história não é tão atraente assim. É baseada em uma lenda coreana sobre amor proibido, porém o grupo mudou várias coisas na história e a protagonista é uma guerreira habilidosa e corajosa. O problema o mangá não tem especificamente um começo, meio e fim, parece mais um volume do meio de uma série. Meio bagunçado, sabe? O traço é lindo, como todos os outros que o CLAMP já fez, só que eu achei bem whatever.

AGORA A EMOÇÃO! Desculpem o caps... Minha melhor leitura, em termos de mangá, desde que eu li Card Captor Sakura em 2012-2013. Orange, de Ichigo Takano, é uma história sensível sobre amizade, as escolhas que fazemos e - surpreendentemente - viagem no tempo. Um tipo de viagem no tempo diferente, mas que traz praticamente a mesma essência. Claro que não só. O mangá aborda diversas outras questões existências; há muito sobre a adolescência, os problemas que vem com essa idade, como os amigos são importantes etc. E gente, que coisa mais linda! Todos os personagens são maravilhosos a sua maneira, com suas peculiaridades e sua devoção aos amigos. Foi uma companhia mais do que especial em 2015, sendo finalizado em 2016.
É, de verdade, um mangá que deve ser lido.

top 5 melhores leituras

AO MESMO TEMPO, de Susan Sontag. QUE LIVRO, minha gente! E QUE AUTORA! Livro de não ficção; de ensaios e discursos bem feitos, eloquentes e inteligentes dessa mulher que foi uma grande escritora, crítica, politizada e muitas outras coisas. Susan Sontag é daquelas mulheres inspiradoras, que ao ler algo dela você não vai querer mais parar. Nesses ensaios ela mistura literatura e política para questionar, explicar sobre como essas duas coisas moldam muito da sociedade. Esse livro não se trata apenas disso, ainda temos discursos feitos que ela recebeu prêmios literários. Então podem imaginar o quanto esse livro foi e vai ser importante sempre.
Estou ansiando a próxima leitura que farei dela, porque é necessária.

HIBISCO ROXO, de Chimamanda Ngozi Adichie. Esse livro ao mesmo tempo em que é pungente e dolorido, tem algo se suave. Acho que a protagonista Kambili com sua juventude transforma esse romance em algo mais suportável de se ler. São questões de religião, abuso e poder tratados de forma direta e bem escrita pela Chimamanda (que é maravilhosa). A maneira com que ela trata desses assuntos tão controversos, porém necessariamente importantes, nos faz querer estudar muito mais sobre esse tipo de tema. E a leveza em comparar hibiscos roxos com o crescimento pessoal de Kambili só faz o livro ainda mais imperdível.
Outra grande mulher que entrou na minha vida e que não quero que saia nunca mais. ♥


A ELEGÂNCIA DO OURIÇO, de Muriel Barbery. Muitas pessoas que leram esse livro o colocaram como favorito porque ele é realmente incrível. As duas protagonistas são tão cativantes, inteligentes e amantes da literatura, que não tem como não se identificar. E fala de crescimento, de auto conhecimento, de paixão por livros e diversas outras coisas. Acho-o um livro filosófico, porém não aquela filosofia egocentrista que quer parecer a mais profunda de todas, mas uma filosofia contemporânea que nos faz refletir sobre como tratamos o outro e a nós mesmos; como nos aproveitamos do conhecimento que nos é compartilhado. Aliás, muitos acharam a personagem de Paloma uma pré-adolescente que não existe, por ela ser boa parte do gancho filosófico, por ser tão novinha. Mas não importa. O livro continua sendo excelente, mesmo que exista um pouco de irrealidade. Só recomendo que leiam.


OLHOS DE CÃO AZUL, de Gabriel García Marquéz. Não li tantos livros do Gabo quanto gostaria, mas estou correndo para mudar isso. Nesse livro de contos o autor colombiano aborda a morte de diversas maneiras. Mortes angustiantes, quase-mortes e mortes não reconhecidas permeiam sobre um véu de realismo fantástico que nos arrastam para um mundo totalmente diferente do nosso, mas com questões tão próximas. E não se pode deixar de falar da escrita espetacular de Gabo. Com sua particularidade e peculiaridade nas formações de frases e ideias únicas. 
Livro que me fez pensar que encarar Cem Anos de Solidão não vai ser menos do que incrível.

A FILHA PERDIDA, de Elena Ferrante. Romance que dividiu opiniões por aí, mas que para mim foi um tapa na cara. Foi algo para refletir. Ferrante conta a história de uma mãe frustrada com a própria maternidade, que apesar de ter tentado ser uma boa mãe, não era algo intrínseco do seu ser. 
Esse tipo de assunto tem repercutido muito na internet, aliás, pois muitas mulheres que tem dito não quererem ser mães, recebem comentários furiosos de quem precisa aprender um pouquinho mais sobre como maternidade não é esse glamour que se pinta. E esse livro traz muito dessas questões e reflexões. E, claro, a escrita da autora só nos lembrando que mulheres escrevem MUITO BEM, obrigada!
Acho que é muito válido para mulheres que já tem essa dúvida, que estão na casa dos 30 e são cobradas quase que diariamente sobre o tal "e esse filho(a) que nunca vem?".


Ufa! Finalmente consegui terminar esse post! Porque não sei se vocês tão sabendo, mas eu estava escrevendo desde o começo de janeiro. Éééé, ou eu sou muito enrolada ou escrevo demais. Ou os dois. ¯\_(ツ)_/¯ Mas espero que tenha sido um post útil, com dicas de leituras e mostrando um pouco do que eu li e gostei no ano de 2016. 
Mesmo esse post só voltando ano que vem, continuem acompanhando o blog e o canal para verem minhas próximas leituras. ;)




4 comentários

  1. Oi, Juli <3
    Adoro ler esses posts de retrospectiva porque sempre anoto várias dicas!
    Acabei de adicionar o livro do Gabriel García Marquez na lista de próximas leituras. O livro da Elena Ferrante é outro que me deixa super curiosa e vou tentar ler esse ano - vamos torcer!
    Tenho uma amiga que me recomenda "Orange" sempre que comento que preciso voltar a ler mangás. Já adicionei na lista da Amazon, então, vou ver se compro e leio logo!
    Muito legal saber o que você leu e amou em 2016! Que este ano só traga leituras boas para você :)
    Beijos

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    1. Oi, Michas <3
      Eu gosto de pegar dicas com esse tipo de post também, hehe.
      Leia, leia Ferrante e esse do Gabo, tudo muito bom e bem escrito. ;)
      AH, acho que você vai gostar de Orange, é tão lindo.
      Esperamos que seja um ano bom de leituras, pra gente. Boas leituras pra ti. :)
      Beijins!

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  2. Quero ler Susan, Hibisco e Gabriel.
    A filha perdida e A elegância do ouriço tb estão na minha lista de melhores leituras de 2016 <3
    bjos

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    1. São muito bons, Jen! Leia, sim ;)
      São maravilhosos né? <3
      Beijins!

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Obrigada pelo comentário \o/
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