As Crônicas de Nárnia

13 de janeiro de 2011

Cada vez mais as histórias de fantasia estão ganhando o mundo através do cinema, dos desenhos animados e, com muito gosto, pela literatura.  E não foi diferente com as obras infanto-juvenis de C. S Lewis, As Crônicas de Nárnia; que estão cada vez mais frequentes, mesmo que lentamente, nas prateleiras e estantes.

São sete livros escritos pelo autor irlandês, mas que também podem ser encontrados em um único volúme. Nesse volúme único a cronolgia dá história foi colocada em ordem como Lewis preferia, já que ele escreveu as histórias aleatórias. Para a adaptação do cinema, as obras estão sendo feitas pela ordem de publicação, ou seja, começando por O Leão, A Feiticeira, e O Guarda-Roupa, publicado em 1950, seguindo assim.

Para uma observação mais apurada sobre a cronologia das obras podemos ver essa diferença cronológica aqui:


Ordem de Publicação Ordem Cronológica
O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa
O Sobrinho do Mago

Príncipe Caspian
O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa

A Viagem do Peregrino da Alvorada
O Cavalo e seu Menino

A Cadeira de Prata
Príncipe Caspian


O Cavalo e seu Menino

A Viagem do Peregrino da Alvorada
O Sobrinho do Mago
A Cadeira de Prata

A Última Batalha A Última Batalha

Acho que cada um deve ter sua preferência à ordem de leitura, e suponho que ler de uma forma ou de outra não atrapalhe em nada no entendimento da história em si. Mas muitas pessoas preferem ler na ordem de publicação, alegando que é mais vantajoso seguir a imaginação do autor conforme ele foi criando o mundo de Nárnia.

O primeiro livro da série a ser escrito por Lewis, como dito acima, foi O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa; tendo sido publicado em 1950. Lewis começou criando um mundo imaginário e não tinha intenção de continuá-lo. Porém, continuando a escrever outros livros, quis retomar algumas lacunas deixadas no primeiro livro e acabou assim tranformando a história em uma série.
O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa (1950)
Não há muito mais o que falar dessa primeira parte da série, já que ela é a mais conhecida de todas, justamente por ser a primeira a ir para as telonas. Aqui conhecemos as crianças Penvensie, e somos jogados junto com eles, pela primeira, vez à Nárnia. Conhecendo o Sr. Tumnus e o grande e poderoso Aslan. Assim como a Feiticeira Branca, que se diz rainha de Nárnia.
Príncipe Caspian (1951)
Nesse segundo livro (estou comentando em ordem de publicação), os irmãos voltam à Nárnia por terem sido chamados pelo príncipe, que dá título, Caspian. Usando a corneta que foi de Susana. Segundo Caspian, seu tio Miraz está tomando Nárnia como seu reino. Nessa história eles enfretam os Telmarinos mais uma vez com ajuda de Aslan. Conhecemos o bravo camundongo Ripchip.
A Viagem do Peregrino da Alvorada (1952)
Agora Caspian é rei e apenas os mais novos, Edmundo e Lúcia, voltam para a terra mágica,  juntamente com seu primo Eustáquio. Os quatro, e mais o camundo Ripchip, viajam a bordo do Peregrino da Alvorada em busca dos sete fidalgos, que tinham sido banidos pelo, até então, tio de Caspian, Miraz. Nessa aventura eles navegam pelas ilhas orientais descobrindo coisas e enfrentando criaturas diferentes.
A Cadeira de Prata (1953)
Em a Cadeira de Prata não temos mais nenhum dos irmãos, mas Eustáquio visita Nárnia pela segunda vez e dessa vez acompanhado pela sua colega Jill Pole. Eles tem a missão de encontrar o príncipe Rilian, filho de Caspian -  agora velho. Acabam descobrindo que ele foi capturado pela Feiticeira Verde e que ela pretende governar Nárnia por meio dele.
O Cavalo e seu Menino (1954)
Essa história ocorre na Era de Ouro, quando os Penvensie eram reis e rainhas de Nárnia. Mas a história se passa um pouco mais aquém de Nárnia, na Calormânia, onde Shasta encontra Bri, um cavalo muito esperto, e os dois tentam impedir os calormanos de tomar Nárnia pela Arquelândia. Nessa aventura eles meio que dão as caras com os Filhos de Adão e as Filhas de Eva em certo ponto do livro. E também conhecem Aravis e Huin, a menina Tarcaína e sua égua.
O Sobrinho do Mago (1955)
Livro que antecede cronologicamente O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa e explica algumas coisas que ficaram um pouco incógnitas, como porque de um poste de luz estar em meio a floresta. E também a origem do Guarda Roupa. Acompanhamos Digory e Polly por Charn, um mundo mais antigo onde eles acabam despertando Jadis, a Feiticeira Branca, e também são os primeiros humanos a conhecer Nárnia desde seu início.
A Última Batalha (1953)
No último livro da série, uma grande guerra com os Calormanos e seu deus Tash, Nárnia acaba sendo inundada e decretada por Aslan como terminada. Nesse último livro podemos encontrar os outros personagens que fizeram parte das outras histórias.

Obs: Não irei revelar muito mais sobre o último livro para não estragar a surpresa, assim como nos outros relatei só o que já era evidente das histórias contadas.



Os filmes


As adaptações para o cinema fizeram com que os livros ficassem mais famosos no Brasil. Então as histórias de Nárnia e das crianças Penvensie se tornaram filmes que as crianças, e até mesmo adultos, gostam de ver e rever.

No primeiro filme, que teve produção da Walden Media, distribuído pela Disney e lançado em 2005, somos apresentados as crianças Penvensie e como conseguiram chegar a Nárnia atráves do Guarda-Roupa que a pequena Lúcia encontra entre uma bricadeira de esconde-esconde. O filme teve boas recepções, fazendo com que as pessoas procurassem os livros novamente, tornando assim as obras um pouco mais conhecidas entre os jovens e adultos de hoje; além de ter sido sussesso de bilheteria. Com isso os produtores prepararam uma sequência, adaptado de Príncipe Caspian; em que as crianças Penvensie voltam à Nárnia por um chamado inesperado do príncipe.

Porém o filme custou caro e não teve o retorno desejado. Assim a Disney desistiu de financiar os outros filmes deixando para que a Fox aproveitasse, e posso dizer por opinião própria que a Fox não decepcionou. Entre o segundo e o terceiro filme da série pode-se dizer que o último seja mais verdadeiramente emocionante, além de mais bem cuidado que o segundo. Em a Viagem do Peregrino da Alvorada, não vemos mais Pedro e Susana, - os mais velhos - e conhecemos o primo enjoado e reclamão, Eustáquio.

É de se esperar que a Fox continue com a série de adaptações dos livros, mas isso com certeza dependerá de como o último filme lançado irá ser recebido pelo público. As obras tem tudo para dar certo, pois são o tipo de histórias (e estórias também) que estão fazendo muito alvoroço por aí há algum tempo.

E só para ressaltar que os livros também tiveram versões para o rádio, para a TV e o teatro.

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