Na estante: Memórias de Uma Gueixa

20 de novembro de 2011

Contar uma história não é tão difícil como parece, não há segredo quando contamos algo fictício, porque assim podemos mudar alguns detalhes como quisermos, porém, quando contamos a história da nossa vida não faria sentido se escondêssemos, nem esmo o sofrimento pelo qual se passa. Nitta Sayuri não esconde nada de nós, que nos prendemos à sua história sobre ser uma gueixa de Gion nos anos da Segunda Guerra Mundial. Ela nos conta como tudo aconteceu desde o dia em que foi vendida ao dia de sua ascensão como uma das maiores gueixas do Japão.

O livro de Arthur Golden – seu primeiro – nos transporta da sala de Sayuri, que agora vive em Nova York, para uma aldeiazinha chamada Yoroido, no Mar do Japão, como ela vai contando a história sobre sua curta infância (chamo de curta porque depois que ela é vendida não vive mais como uma criança normal) morando em uma casa da qual ela chamava de casa bêbada. Naquela época ela era apenas Chiyo-chan, uma garotinha que não imaginava que seu futuro pudesse mudar de uma hora para outra.

Com seus olhos cinzentos nenhum pouco típicos, herdados da mãe, ela chama atenção por ter uma beleza diferente. A pequena Chiyo nem sonha demais nem vive demais, porque suas expectativas não poderiam ser altas, já que não imaginava que um dia teria condições de sair da aldeiazinha. Mas é quando sua mãe piora de uma doença, que seu pai – talvez num ato desesperado – vende ela e a irmã mais velha, Satsu, que as coisas na vida de Chio começam a mudar. No começo nada é fácil: as duas irmãs são separadas e levadas para okiyas diferentes na cidade de Gion. Chio se depara com coisas que ela não entende, mas aos poucos sua visão sobre as coisas começa uma transformação, que iria durar até mesmo após a guerra.
Ela começa a conhecer o mal em forma de gente, e mesmo sofrendo nas mãos da terrível Hatsumomo, Chiyo não desiste de querer mudar sua vida, já que agora não tem mais escolha sobre o que quer.

O livro nos remete ao conhecimento do mundo das Gueixas e como elas se tornam o que são. Não vou dizer que tudo o que está escrito é minuciosamente fiel à cultura japonesa, e que é assim que as coisas acontecem realmente (até porque eu não estudo isso), mas temos que acreditar que essa vida que as moças levam, desde crianças até a vida adulta, para se tornarem graciosas e terem o talento para serem artistas; o sofrimento pelo qual passam, é verdadeiro. Quando você começa a ler imagina cada coisa acontecendo com muitos detalhes, mesmo que a narrativa fique um pouco repetitiva em certas partes, há sempre algo de novo que Sayuri nos explica sobre o mundo das gueixas.

O filme que foi baseado no livro me agrada bastante, mas não é muito parecido em sua essência. Ele deixa de contar muitas coisas que, a meu ver, ficam importantes para o desenvolvimento do enredo. Porém o livro e o filme devem ser lido e visto sem tentar coincidir um com o outro, assim as duas obras podem ser apreciadas devidamente.

Memórias de uma Gueixa pode não ser excelente para alguns, mas que a história flui pelas páginas, que podem ser lidas rapidamente, numa mistura de conhecimento pela cultura japonesa e um romance sobre a vida de uma mulher, mostrando como nem tudo na vida são escolhas, isso ele é capaz de fazer.




Bons Sonhos

6 comentários:

  1. Oii!
    Q blog mais fofo...descobrí seu blog através do "Pagufolia", que tb amo de paixão.
    Estou seguindo vc, ok?
    Bjinhu !!
    :D

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  2. Eu já tinha adorado o filme antes mesmo de ler o livro, e nenhum deles me decepcionou. A leitura e intensa, mágica e emocionante. E, como você disse, além de tudo ainda conhecemos mais sobre a cultura japonesa. É um dos meus livros favoritos :)

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  3. Já gostei do filme, achei muito interessante, intenso. Imagino que vou gostar do livro também.

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  4. Memórigas de uma Gueixa é lindo, eu somente assisti ao filme é apaixonante, ainda não tive oportunidade de ler o livro :(
    A história é muito boa, é sempre bom conhecer uma cultura diferente da nossa e ainda mais conhecer esse mundo misterioso da Gueixa e que muita gente tem um olhar totalmente distorcido.

    Seguindo seu blog guria, bjus
    :D

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  5. Pro filme ser lindo do jeito que é, certamente o livro também o é. *-*


    Beijos

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  6. Gostei da dica. Não vi o filme e não li o livro. Deu vontade! ;)

    Um beijo, Pri.

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