Cine: O Solista (The Soloist, 2009)

24 de junho de 2013

Steve Lopez estava atrás de uma matéria para sua coluna, quando encontra Nathaniel tocando seu violino, de apenas duas cordas, em frente à um monumento de Ludwig Van Beethoven. Não obstante em escrever sobre o morador de rua estranho, que toca divinamente violino, o jornalista decide que ele será sua história.

No filme dirigido por Joe Wright (mesmo diretor de Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação - dois filmes ótimos, por sinal) nos é contada a história verídica de Steve Lopez,  jornalista dinâmico do Los Angeles Times, na tentativa de ajudar o sem-teto, gênio da música, Nathaniel A. Ayers.
Mesmo depois de conseguir o que quer, Lopez se compadece - mesmo que não demonstre isso - da situação de Nathaniel, e numa busca incessante o jornalista começa a tomar como obrigação sua ajudar o pobre músico.

Desde o começo nota-se (e isso é mais claro do que parece) que Nathaniel é diferente. Portador de esquizofrenia desde muito jovem, seu único desejo é poder tocar e que sua música ecoe pelas rodovias, entre carros e concreto, e também pelos pombos, na louca e agitada L.A. Não menos atento a isso, Steve sabe da situação mental do Sr. Ayers. No entanto, ele não se limita a tratá-lo especialmente, pelo menos não como espera-se que se dirija à alguém com uma doença psicológica. Porém, é justamente isso que não precisa ser feito.

Steve procura uma redenção para coisas que aconteceram no passado, Nathaniel só procura pela música que sente dentro de si. E os dois vão descobrir que é nessa amizade desprogramada que podem aprender sobre si mesmos - sim, porque Steve estende sua mão para Nathaniel não para salvá-lo (ele, apesar de doente, não precisa ser salvo), mas para mostrar a si mesmo que algo feito sem esperança de troca, pode valer muito mais do que uma grande história para uma coluna.

Se você prestar atenção, verá que nem sempre alguém que é psicopatológico necessita de tratamento baseado em psicotrópicos para que amenizem seus sintomas. Para quem é leigo talvez isso nem seja algo a se pensar, mas com simplicidade é mostrado no filme. Essa é uma das razões pela qual eu o admiro e me interessa assistir muitas vezes; uma visão poética sobre as pessoas com essas doenças, que realmente não tem cura. Talvez por não ter sido verdadeiramente entendido, o filme não recebeu a atenção devida, passando despercebido aos olhos de cinéfilos e mesmo da crítica.

Trailer:
Não por ser um filme baseado em uma história real, mas pelo que ele mostra e significa, as pessoas deveriam assistir tentando entender um pouco mais sobre o sofrimento recluso de quem possuí alguma psicopatologia.




Bons Sonhos

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